Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

 

“Para trás fica o Portugal derrotista, preguiçoso e maledicente, das críticas e das invejas, dos que falam e nada fazem. Aqui é o Portugal optimista, trabalhador e construtivo, solidário e positivo, dos que fazem mais do que falam.”

 

José Rodrigues dos Santos in O Anjo Branco



publicado por Dreamfinder às 09:52
Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

 

“Sabe o que mais me incomoda no meio disto tudo? (…) É que no fim a medalha vai ser de lata. (…) Olhe para estes gajos que estamos agora a libertar. Com as aberturas que o nosso novo presidente do Conselho tem ensaiado com a oposição, já vi que um dia tipos como estes vão tomar conta do poder. Quando isso acontecer, vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para apagar da memória colectiva o que de bom este regime fez pelo país. (…) Se o doutor ouvisse os comunistas que eu já interroguei até lhe dava vómitos. (…) Dizem que o regime quer o país pobre e subdesenvolvido. E dizem que o regime deseja manter as pessoas analfabetas e sem educação, que o regime fechou Portugal à Europa e ao mundo… essas aleivosias todas. (…) Repare bem, doutor. Desde os anos 50 que Portugal conheceu o maior crescimento económico da sua história. Com a monarquia e a república, o nosso país andou século e meio a atrasar-se em relação às nações mais desenvolvidas e tinha um défice orçamental crónico. Veio Salazar, as contas equilibraram-se e a economia disparou. Baixaram-se as taxas de juro, deu-se confiança aos empresários, aumentou-se a poupança e os resultados estão à vista. O crescimento económico tem andado perto dos sete por cento, a mesma taxa do Japão, e os salários reais cresceram seis por cento. (…) Acha que isto é política de quem quer manter o país subdesenvolvido? (…) Investiu-se na qualificação da mão-de-obra, que era desqualificada no tempo da República. O regime expandiu as escolas primárias e secundárias, instalou postos escolares em todas as aldeias, recrutou regentes escolares para fazer frente à falta de professores, apostou nos liceus privados na província e agora também nos liceus públicos, investiu no ensino técnico, … (…) Em 1930 a taxa de analfabetismo em Portugal era de sessenta por cento e agora está reduzida a vinte e cinco por cento. Acha que isto é obra de quem tenciona manter o país ignorante e sem educação? (…) Quando um dia esta malta tomar o poder vai dizer que queríamos manter toda a gente pobre e ignorante e Portugal isolado do mundo. E o problema é que essas mentiras vão tornar-se verdades indiscutíveis.”

 

José Rodrigues dos Santos in O Anjo Branco



publicado por Dreamfinder às 22:15
Domingo, 15 de Maio de 2011

Para esta semana mais uma magnífica sugestão:

 

O Anjo Branco

José Rodrigues dos Santos

(Gradiva)

 

 

Uma história lindíssima de dedicação, solidariedade e coragem. Desta vez o jornalista traz-nos a história de José Branco, um médico que decidiu partir com o amor da sua vida para Moçambique. Aqui vai fazer aquilo que mais gosta, exercer a sua profissão. No entanto, ao levar a sério a sua missão de ajudar os outros, ao contrário do que esperava, o médico vai ter de entrar em confronto com as autoridades moçambicanas. O seu desejo de chegar às várias comunidades abandonadas na região de Tete para prestar cuidados de saúde, vai inspirá-lo e incitá-lo a criar o Serviço Médico Aéreo. No seu pequeno avião, José percorre as várias aldeias para resolver os problemas das populações locais. O "anjo branco" chega do céu para os ajudar. E olha para eles como iguais. 

Nesta luta pela igualdade entre brancos e pretos, entre militares e terroristas, José Branco vai colocar-se por diversas vezes em situações difíceis. Vamos também conhecer a história do sobrinho do médico e da sua carreira na vida militar. 

Uma história encantadora, que nos prende, nos seus enredos e na sua força histórica e política. E que, no final, revela aquela que foi o maior escândalo da presença portuguesa em Ultramar. 

 

“Ao contrário dos advogados, os médicos não têm de se meter na política. O nosso trabalho é estritamente humanitário.”



publicado por Dreamfinder às 22:23
Terça-feira, 10 de Maio de 2011

 

"Sentia-se estranhamente integrado numa humanidade mais vasta, um mundo cujas fronteiras não se limitavam ao incipiente Sumol à venda no Porto e em Lisboa e se abriam a outras novidades gaseificadas [Coca-Cola, Pepsi, Seven Up, Fanta]. Deu consigo a reflectir sobre a inesperada hipótese de as colónias serem afinal mais avançadas do que a própria Metrópole, (...) onde o espaço era acanhado e as ideias curtas."

 

José Rodrigues dos Santos in O Anjo Branco



publicado por Dreamfinder às 21:06
Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Pois, é verdade, só agora me decidi a ler este livro:

 

O Codex 632

José Rodrigues dos Santos

(Gradiva)

 

 

O jornalista traz-nos uma história empolgante que tem como personagem central o historiador da Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, Tomás Noronha. Baseado em documentos históricos genuínos aliados à liberdade de especulação, o livro trata um assunto bastante interessante, já que nos reporta à magnífica época dos Descobrimentos e à enigmática personagem de Cristóvão Colombo.

Tomás Noronha é chamado a decifrar um conjunto de enigmas, charadas e pistas deixadas por um falecido professor, de forma a revelar as grandes descobertas da investigação do mesmo.

Esta investigação vai conduzi-lo a uma verdadeira busca da identidade de Colombo. Será que aquilo que sempre nos disseram é real e que Colombo é genovês? Ou terá havido uma enorme conspiração, a nível mundial, para fazer crer essa teoria?

Uma história bem construída e sobretudo bem fundamentada, que nos deixa suspensos até ao final.

A lamentar apenas o excesso de informação repetitiva e as inúmeras expressões estrangeiras com que o leitor é bombardeado, e que não só não trazem nada de novo, como sabem a exagero.

De qualquer forma é um bom livro, não propriamente pela escrita, que é simples, mas pelo tema abordado e pela discussão histórica do mesmo. Paralelamente corre a vida da personagem que também traz alguns momentos interessantes à história. Fiquei com curiosidade de ler os restantes livros com o personagem Tomás Noronha.

 

“Os portugueses eram um povo pequeno e com recursos limitados, não seriam capazes de competir com as grandes potências europeias em plano de igualdade se todos partilhassem a mesma informação. Eles perceberam que a informação é poder, e, conscienciosos, guardaram-na com grande avareza, preservando assim o monopólio do conhecimento sobre esta matéria estratégica para o seu futuro.”



publicado por Dreamfinder às 08:46
“Um leitor é sempre um estudante do mundo.” Deborah Smith
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